Daily report

Porto7 2010

Quarta-feira, (16/06/2010)

O pontapé de saída da terceira edição do Porto7 – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto está dado.

Tendo em conta que o início do Porto7 se deu a uma quarta-feira, dia útil, a organização considera ter sido “muito positivo”. Nas projecções nocturnas no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli, no Porto, a sala de projecção com 174 lugares esteve praticamente preenchida.

Em concreto foram duas sessões competitivas à noite – Nacional e Animação e outra de Ficção Internacional –, num total de 18 películas, oriundas de países tão diversos Canadá, Irão, China e República Checa.

Na visão do director do Porto7, Francisco Lobo de Ávila, “havia a expectativa no público para mais uma festa de cinema em versão curtas, sendo que fizemos todos os esforços para não defraudar o nível muito elevado de qualidade do ano passado. No fundo, o que a equipa fez foi superar e surpreender. Esperamos que continue com boas audiências e que as pessoas se divirtam”.

Porto7 2010

Sexta feira, (18/o6/2010)

Terceiro dia de Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto:

A performance da dupla de guitarras “Kataros” fechou com chave de ouro o dia que marca metade da exibição de curtas-metragens, num festival completamente gratuito na Cidade Invicta.

Antes do concerto, o público presente na Embaixada Lomográfica do Porto, na Rua do Almada, teve oportunidade de nova exibição da secção competitiva Videoclip.

Seguindo o modelo do projecto, durante a tarde, o Pequeno Auditório do Teatro Rivoli acolheu filmes de pequena duração da secção não competitiva. Películas de boa qualidade, mas que não tiveram espaço nas secções competitivas de Ficção Internacional, Nacional e Animação.

A projecção das curtas-metragens a concurso deu-se, como sempre, a partir das 21h30 até pouco depois da meia-noite e meia.

Restaram poucas cadeiras livres das 174 que compõem o Pequeno Auditório. Títulos como “Talking Piranhas”, realizado pelo escocês Gregory Vardarinos (as desventuras amorosas que levam o dono das duas piranhas falantes a cortar uma das mãos para receber o dinheiro do seguro de forma a pagar a operação plástica que torne a sua mulher bela e desejável), e “Yanindara”, dirigido pelo espanhol Lluis Quillez (uma jovem cigana com poderes curativos explorada pela mãe deixa-se desflorar por um rapaz do seu acampamento, fazendo com que a sua magia se altere), são somente dois exemplos da variedade e ecletismo que perpassam as sessões cinematográficas do Porto7.

O director do Festival, Francisco Lobo de Ávila, está muito satisfeito com o decorrer do evento cultural:

“Música ao vivo, bom cinema de todos os cantos do planeta, cocktail  no intervalo e uma equipa de trabalho activa e simpática pronta para receber todos quanto gostem de se divertir. Tudo completamente gratuito. O que se pode mais oferecer? O Porto7 2010 mostra-se um festival cada vez mais maduro e sinto-me muito agradado com o feedback do público”.

Porto7 2010

Sábado (19/06/2010)

A ficção irreal frequente de um drama de violência amordaçada sobressaiu sobre todos os restantes filmes da terceira edição do Porto7 – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto: “Zand”, do holandês Joost van Ginkel, venceu o  prémio principal, Melhor Curta-Metragem da Competição Ficção Internacional e Jack Wouterse, na mesma película, foi considerado pelo júri o Melhor Actor.

Em 20 minutos, Joost van Ginkel dirige um drama em torno da agressão parental.

O camionista Luuk vê-se como um bom pai para Isabel. A filha vive com a mãe após o divórcio dos pais. Sempre que pode, Luuk leva Isabel a passear no seu camião até à praia e brincam na areia. Até que um dia, percebe que a filha está diferente, mais apática.

A verdade vem ao de cima e, daí em diante, tem de lidar com uma situação que lentamente o vai corroendo.

Sobre a curta de 2008, Joost van Ginkel aponta: “Todos os dias milhões de crianças em todo o mundo são maltratadas mental e fisicamente. A cada semana, morre uma criança na Holanda devido a maus-tratos dos pais. Depois de saber destes dados todas as minhas outras ideias para filmar pareceram estúpidas e desnecessárias. Desejo que este filme possa fazer a diferença, mesmo que pequena”. [apud http://www.shortfilmcentral.com/film/1304/]

Mais info em:

http://www.imdb.com/title/tt1294230/

http://www.facebook.com/pages/Zand/324022643291?v=info

Ainda na Competição Ficção Internacional foi atribuída uma Menção Honrosa a “Abyss”, realizado por Ilya Severov (Rússia).

“O Encontro” (2009), realizado por Osvaldo Pinto, arrecadou o prémio Melhor Curta-Metragem na Competição Nacional.

A comédia com Lúcia Moniz, Bernardo Mendonça, Joel Branco e Hugo Sousa resume-se como “Um ensaio real sobre compromisso, sexo e narcisismo. Tudo com uma visão irónica que nos coloca no papel dos sujeitos”.

Mais info:

http://osvaldopinto.yolasite.com/

A dupla de realizadores Luís Lobo e João Azevedo viram reconhecido o filme “Sobre Vivência” (2009) com uma Menção Honrosa nesta secção.

A Competição Animação teve como premiado “Il planeta perfetto” (Itália), realizado por Astutillo Smeriglia, tendo sido também atribuída, na mesma categoria, uma Menção Honrosa a “Homeland” (República Checa), de Juan de Dios Marfil.

Na secção competitiva Melhor Videoclip, a escolha recaiu em “Chalk Stars” (dos Animal Kingdom), dirigido por Thomas Hicks (Reino Unido). Ver em: http://www.youtube.com/watch?v=za48fgTR5zg&feature=PlayList&p=50D578CA7F679F26&playnext_from=PL&playnext=1&index=2

Também a assinalar duas Menções Honrosas nesta categoria, “Dança do Desprazer” (dos Melech Mechaya), realizado por António Rodrigues (Portugal), e “Pazza” (dos Tying Tiffany), realizado por Marco Marchesi (Itália).

O director do Porto7, Francisco Lobo de Ávila, faz o relato dos quatro dias de festival:

“A terceira edição do Porto7 foi a melhor até agora, mas continuamos insatisfeitos. Temos o reconhecimento a nível internacional, com mais de 500 filmes, vindos de 43 países, a concurso. Temos o reconhecimento do público, pois o Pequeno Auditório do Teatro Rivoli teve uma óptima ocupação, com muitas pessoas a regressarem depois de terem apreciado as edições anteriores. Infelizmente, continua a faltar o reconhecimento institucional. Existe um projecto que se distingue pela valorização da cidade do Porto, completamente gratuito, só que algumas entidades – nomeadamente o Ministério da Cultura – ainda não nos encaram nessa perspectiva. Espero que este panorama possa mudar”.

O júri do Porto7 2010 foi constituído por António Costa Valente, doutorado na Universidade de Aveiro na área do Cinema, M. Costa e Silva, director do curso Cine-Video da Escola Superior Artística do Porto, José Quinta Ferreira, docente no Instituto Politécnico do Porto na área do Cinema, Jorge Neto, actor, Nuno Reis, editor do blogue “Antestreia”, Igor Spacek, realizador brasileiro e Jorge Taveira, representante da Lomografia Portugal.

by Porto7 / Junho 20, 2010
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